Profissões desaparecidas

O mercado de trabalho evolui e com a “ajuda” das novas tecnologias, existem muitas profissões que acabaram por desaparecer. Longe vão os tempos em que uma pessoa tinha uma determinada função na sociedade.

Actualmente e, apesar da falta de emprego, uma só pessoa desempenha o trabalho que antigamente era realizado por duas ou três. Retenção de custos e despesas, cortes nos funcionários devido aos baixos lucros, são várias as razões para que algumas profissões deixem de existir. No entanto, a função em si continua a ser desempenhada por alguém, seja por uma fábrica ou por uma simples máquina.

No projecto de revisão da Classificação Nacional de Profissões (CNP), profissões como governanta, lavadeira manual, ou dactilógrafo são consideradas extintas, já que não vão fazer parte da nova CNP a publicar em 2008. De acordo com os especialistas, o desaparecimento de algumas profissões está relacionado com a evolução dos tempos e da própria sociedade.

Para além disso, as novas tecnologias permitem realizar o trabalho que outrora era desempenhado por pessoas. É, por exemplo, o caso das lavadeiras. Actualmente, as máquinas de lavar e secar roupa fazem o trabalho destas profissionais – é mais prático e mais económico.

As fábricas e as indústrias também são responsáveis pelo desaparecimento de várias profissões. A “maquinização” dos trabalhos que eram realizados manualmente, veio facilitar o desempenho dos profissionais, mas por outro lado, veio também reduzir o número de postos laborais.

Existem outras profissões que sofreram algumas transformações, enquanto outras são assimiladas por profissões já existentes. Salienta-se ainda, o facto de a actualização da CNP exigir muito trabalho por parte dos técnicos ligados a esta revisão.

Em entrevista à “Agência Lusa”, Ana Campos, técnica superior do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) referiu que “no projecto de revisão da CNP em curso, as profissões consideradas extintas ou em vias de extinção são aquelas que existiam na classificação de 1994 e que entretanto deixaram de existir no mercado de trabalho”. Para descobrir novas profissões, ou profissões extintas, os técnicos têm de analisar o mercado de trabalho, entrar em contacto com empresas, associações e sindicatos para o trabalho de pesquisa. Esta pesquisa pode revelar resultados complexos, quando, em alguns casos, as profissões não acabaram, mas aglomeraram-se a outras, sendo difícil encontrá-las ou defini-las.

Ana Campos afirma “estou a recordar-me da profissão de dactilógrafo, que entre outras coisas, escrevia cartas. Esta profissão alterou-se e agora é designada por assistente administrativo.”, isto é, a função não deixou de existir, mas juntou-se a outras funções desempenhadas por outra pessoa que não o dactilógrafo. No que diz respeito às novas profissões, o web designer ou o osteopata são algumas das profissões que já existem há algum tempo, mas que não constavam da CNP de 1994 por serem mais recentes.

Quando surgem novas profissões é necessário traçar os seus perfis e delimitá-las bem para que não se confundam com outras já existentes. Antes de serem consideradas profissões, as funções são analisadas para se saber se essa função já é desempenhada por outro tipo de profisional.

Como se pode observar, trata-se de um trabalho bastante complexo que exige muita perícia e pesquisa por parte dos técnicos responsáveis pela elaboração da CNP.

Fonte: Agência Lusa e Edições Dashöfer. Publicado em New@This por Nuno Batista.
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