Portugal importa 70% do que consome

Portugal importa 70% dos alimentos que consome, o que traduz uma inversão completa do cenário anterior, em que esses 70% correspondiam à auto-suficiência alimentar do País. É a principal conclusão do 3º Colóquio Nacional de Horticultura Protegida, que decorreu nos dias 7 e 8 de Novembro no Auditório Municipal da Póvoa do Varzim, escreve o Jornal de Notícias.
Os 200 produtores, empresários e investigadores reunidos na Póvoa do Varzim concluíram pelo “falhanço da economia de mercado”, nas palavras do presidente da Associação Portuguesa de Horticultores (APH), Manuel Soares, e reclamaram regulação do mercado interno e concessão de incentivos para a competição no mercado internacional.
O funcionamento dos circuitos comerciais do sector hortícola não escapou às críticas dos oradores. O presidente da Associação de Horticultores da Póvoa do Varzim (HORPOZIM), Carlos Alberto Lino, denunciou que “quem produz é mal remunerado” e que “quem compra, compra caro”, graças a “uma cadeia que só transporta e leva as mais-valias”, acusou o responsável, citado pelo JN.
Carlos Alberto Lino defende que a concertação de todos os actores envolvidos no processo é o único caminho viável para a sobrevivência do sector.
O debate sobre as culturas de viveiro e em estufa, e visitas a explorações agrícolas e a um campo masseira, tiveram igualmente o seu lugar na ordem de trabalhos.
O 3º Colóquio Nacional de Horticultura Protegida foi organizado pela APH em colaboração com a HORPOZIM, e contou com o apoio da autarquia poveira.
Publicado em New@This por Nuno Batista.

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