Falta de comida afecta portugueses

November 11, 2008
A crise anda por aí. Nem a comida chega a todos…
E mais um lugar no podium para Portugal.

Cerca de 9% dos portugueses afirma não ter tido o suficiente para comer em determinadas alturas do último ano. Número que está dois pontos percentuais acima da média da Europa Ocidental, de acordo com o estudo Voice of the People, em Portugal realizado pela TNS. Destes 9%, um total de 3,7% afirma que aconteceu “frequentemente”. Desta forma, Portugal ocupa o terceiro pior lugar na Europa Ocidental.

O estudo ressalva as acentuadas diferenças regionais. Na região do Algarve e de Lisboa e Vale do Tejo há uma menor taxa de respostas relativamente ao indicador frequentemente, enquanto nas restantes regiões do País as respostas foram superiores, sendo que cerca de 4% têm falhas na alimentação.
De referir ainda que um total de 81,2% dos portugueses “nunca” teve falta de comida na mesa nos últimos 12 meses.
No resto da Europa, Inglaterra é o país onde mais pessoas assumem não terem pontualmente comida (15%) e a Grécia ocupa a segunda posição (13%).

Publicado em New@This por Nuno Batista.
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Find a new job: 5 tips

November 5, 2008

If you want to make a change, or just look for a new professional challenge, get started now. Outplacement firm Challenger, Gray & Christmas says the first two months of the year are the best in terms of hiring.
It’s your year, your career, and your job to make things happen. Today’s five tips will help you take advantage of an improving job market.

1. Arm yourself
Chances are you haven’t even thought about a change in your current job or even a new one because there were few options out there.
As the job picture brightens, arm yourself to make your move. Find out which departments within your current employer are growing, where the jobs are popping up at other companies, and which industries are hiring.
The Wall Street Journal’s CareerJournal.com is a free Web site that offers job search strategies and tips as well as a salary calculator. You can also find ballpark salary rages, as well as what your skills should fetch in today’s job market, at http://www.salary.com/.
If you’ve been dying to try a new industry, the best way to feel out a new field is to ask people on the inside. And a popular new way to network online is over the Web.
A number of Web sites offer free networking services based on the theory of six-degrees of separation — you invite your friends and colleagues to join the site and your web of contacts grow as more people become linked. Among them: http://www.linkedin.com/, http://www.friendster.com/, and http://www.spoke.com/.
Once you know what your options are, dust off that old resume and add all your latest responsibilities and accomplishments.

2. Strut your stuff
You may not be aware of new opportunities shaping up within your company, but you can position yourself to become a candidate for new jobs before they are announced. That means impressing the higher ups.
John Challenger, CEO of Challenger, Gray & Christmas, advises that instead of finishing a project on deadline you should “get it done ahead of time and then request new assignments or projects.”
“Or, better yet, suggest new projects,” he added.
Another way to become noticed as a great employee is to become a utility-infielder. Learn other people’s jobs and responsibilities so you can jump in and help out if needed.
Don’t keep your talents to yourself. For example, include your boss or another superior on an e-mail giving the progress on an initiative you started. Taking note of what you have accomplished will also come in handy during your next interview.

3. Build a reputation
You can create a name for yourself beyond simply being a solid employee by developing a specialty. People who are known for righting ailing businesses or scouting new talents often get a reputation beyond their company’s front door.
Find a key talent or knowledge base needed in your field and make yourself the expert. Take that reputation with you while networking too. Don’t be afraid to let others know what you’re great at. They might think of you when they need expertise like yours at their company.

4. Ask for more money
As the employment picture improves, employers may have more money to keep their best employees from leaving. You, however, have to ask for it.
“Discuss all the major initiatives you have taken and point to your impact on the company. Then ask for a raise, but don’t specify an amount right away,” Challenger said.
The rule of thumb: Let the boss make the first move. She may offer you a typical raise of around three to four percent, but you feel that deserve ten. So don’t be afraid to say: “Thank you, but I was hoping for something more. How about a twelve percent raise?”
Shoot high as your boss might bring it down to that ten percent you wanted.

5. Hold tight
If you’re in an industry that’s contracting, you’ll need to think about job security. You want your employer to see you as an important employee, especially around layoff time.
There are a several ways you can make yourself irreplaceable: Be willing to travel or relocate, be accessible at any time, dress a little nicer than your colleagues, and be a likeable and helpful person.

Unfortunately, layoffs still happen to even the best employees. It’s a good idea to build some savings just in case you lose your job. Most experts recommend having three to six months worth of living expenses available for emergencies.

Source: CNNMoney.com. Published at Nuno Batista Blog by Nuno Batista.

Estudo sobre impacto da comunicação no ponto de venda

November 5, 2008
A POPAI Portugal e a GfK iniciaram uma parceria para a realização de um estudo com o objectivo de avaliar o impacto dos suportes de comunicação presentes em loja em todo o percurso do cliente, desde a entrada.
Segundo noticia o jornal Hipersuper, o objectivo é avaliar a notoriedade e eficácian e encontrar conclusões relativamente ao percurso na loja, zonas quentes e frias, tempo despendido nas principais categorias versus as compras de facto efectuadas.
Além disso, pretende-se, também, concluir sobre o tipo de compra (habitual, planeada), a árvore de decisão, a atitude face à ruptura de stock, a atitude face à promoção, a função da prateleira, a função/eficácia de zonas de exposição alternativa, p papel das marcas da distribuição, a complexidade da compra na categoria e a oportunidade de melhoria”.
Para o estudo, esta parceria pretende efectuar 1.200 entrevistas nos retalhistas na Grande Lisboa e Grande Porto e ainda noutra zona que não foi revelada. O estudo irá, também utilizar o método de eye tracking, permitindo visualizar em directo o comportamento do cliente na loja.

Vamos então esperar pelos primeiros resultados do estudo.

Publicado em New@This por Nuno Batista.


Crédito Incobrável: 90% das empresas do comércio são afectadas

October 29, 2008

Em Portugal, 90% das PME-PMI do sector do comércio têm créditos incobráveis, que representam, em média, 1,4 por cento do volume de negócios, segundo o Barómetro Eurofactor 2008 da Gestão de Clientes das Empresas Europeias.
As empresas demoram, em média, mais de três meses (94 dias) a receber os pagamento dos créditos cobráveis. Os resultados mostram ainda que, embora 87% das empresas iniciem processos de cobrança, apenas 33% facturam e recebem juros de mora. “O crédito em dívida é um problema grave do sector do comércio e a situação é particularmente preocupante face à conjuntura económica global. A boa saúde financeira destas empresas, que constituem já a maioria do tecido empresarial português, depende da capacidade de recuperar, atempada e eficazmente, o crédito que lhes é devido”, refere Rui Esteves, director geral da Eurofactor Portugal.
A confiança no ambiente económico é relativa para 57% das PME-PMI do comércio. Apenas 12% dizem estar confiantes, contra 31% que se mostram pouco confiantes e um por cento nada confiantes. Na verdade, quatro por cento admitem perder quota de mercado nacional, quatro por cento mundial e um por cento europeia.
As principais preocupações do sector são a concorrência dos países emergentes (23%), a evolução das taxas de juros a curto prazo (15%) e evolução do preço da energia (14%). As maiores oportunidades de negócio residem na China (33%), novos membros da União Europeia (23%) e Índia (13%). Mas, curiosamente, as maiores ameaças também são a China (63%) e a Índia (27%).
O recurso ao crédito de longo prazo não faz parte dos planos de 65 por cento das empresas. Apenas 14 por cento esperam ter que recorrer ao crédito e 22 por cento afirmam que provavelmente sim. A nível da tesouraria, para 71 por cento, as necessidades de financiamento estão estáveis e para 14 por cento em diminuição. Apenas 15 por cento afirmam que as necessidades a este nível estão a aumentar. Para não recorrerem ao crédito, 46 por cento utilizam o alargamento do prazo de pagamento a fornecedores, 30 por cento a descoberto, 22 por cento o desconto comercial e cinco por cento o factoring.
O negócio das empresas do comércio é sobretudo doméstico, com 86 por cento de clientes nacionais, oito por cento da zona Euro e cinco por cento fora da zona Euro. As empresas privadas são os maiores clientes (93%), seguidas do sector público (5%) e particulares (2%). Apenas 12 por cento detêm filiais noutros países europeus, contra 88 por cento que admitem não ter.

Fonte: Revismarket. Publicado em New@This por Nuno Batista.

Enfrentar a crise: teoria económica à deriva

October 27, 2008

Como é que a teoria económica explica a actual crise das principais economias capitalistas do mundo?

A verdade é que se analisarmos a teoria económica que predomina nos bancos centrais e ministérios das Finanças, veremos que não nos pode explicar a crise. Mais: para essa teoria, a crise não deveria estar a verificar-se.

Para falar disto é preciso entrarmos no mundo arcano da teoria económica. Na década de 1970 apresenta-se uma dupla crise na teoria económica. Na chamada teoria microeconómica a crise é terminal: em 1974 já está demonstrado que não existe uma base científica para pensar que os mercados assinalam os recursos de uma sociedade de maneira eficiente. Isso deveria ter sido suficiente para declarar encerrado o programa de investigação teórica baseado na fé na bondade do mercado livre.

Mas os economistas no mundo académico preferiram ignorar os problemas e continuaram a torturas os seus alunos, ensinando-lhes a parte sem interesse da teoria do equilíbrio geral e evitando mencionar-lhes que com essa teoria não se pode demonstrar como se formam os preços de equilíbrio. Desde então, vemos sair das universidades legiões de economistas que acreditam (injustificadamente) que em alguma parte existe uma teoria rigorosa a qual demonstra que os mercados assinalam os recursos de uma sociedade de maneira eficiente.

Na teoria macroeconómica aconteceu algo pior. Na década dos 60 os economistas que se reclamavam de Keynes descobriram a chamada Curva de Phillips e pensaram que podiam utilizá-la para completar e defender o pensamento do seu mestre. Grosso modo, essa curva dizia que existia uma relação inversa entre desemprego e inflação: quando aumentava a inflação, o desemprego diminuía e vice-versa.

Mas nos anos 70 surgiu um episódio de inflação com desemprego. Como o modelo, isso não deveria estar a acontecer. A estagflação marcou a derrocada desta vertente do keynesianismo e o auge do pensamento monetarista. Sob a liderança de Milton Friedman surgiu uma visão da economia segundo a qual “a inflação sempre e em toda parte é um fenómeno monetário”. De acordo com este raciocínio, a variável chave para estabilizar os preços seria a oferta monetária. Sem uma análise científica séria, Friedman concluiu que esse resultado (controlar a inflação) seria compatível com níveis adequados de emprego. A base de toda esta argumentação é a fé inquebrantável na estabilidade dos mercados numa economia capitalista (exactamente o contrário do que a teoria microeconómica havia descoberto em 1974).

Num ensaio publicado em 1968 Friedman concluiu com a ideia surpreendente de que para cada nível de pleno emprego há uma taxa “natural” de desemprego. Essa taxa natural corresponde ao que se chamou desemprego friccional (determinado pelo tempo que os trabalhadores passam a procurar emprego). Daqui derivou a NAIRU , acrónimo em inglês que corresponde à taxa de desemprego compatível com uma taxa de inflação sem aceleração no incremento de preços. Todo este edifício teórico servia para justificar que o objectivo único da política monetária devia ser o controle da inflação.

Nos anos 1990, economistas como Bob Eisner haviam destruído as bases analíticas da NAIRU. E no plano dos factos a taxa de desemprego reduziu-se várias vezes, sem que a inflação fosse disparada. Mais: a oferta monetária teve fortes variações e a inflação não aumentou. Tudo isso desmentiu brutalmente a crença dos monetaristas sobre a relação entre oferta monetária e inflação. Quanto à instabilidade nos mercados financeiros, a série de crises dos anos 90 devia pelo menos abalar a fé dos monetaristas na estabilidade dos mercados capitalistas e levá-los a concluir a necessidade de voltar a regular o sector financeiro. Não foi assim. Serão tontos? Não, o que acontece é que as autoridades monetárias vivem subordinadas aos interesses dos sector financeiro.

Hoje observamos que na Reserva Federal [dos EUA] continua a dominar um esquema monetarista. Por isso o problema para a política macroeconómica define-se como antes: há que encontrar o nível preciso de oferta monetária para controlar a inflação e manter o emprego num nível adequado. O Fed equivoca-se novamente: a origem da crise encontra-se na desregulamentação financeira e numa política monetária dedicada a alimentar bolhas especulativas. Por isso as teorias que dominam o Fed (e muitos bancos centrais) não podem dizer nada de relevante sobre a crise: nem sobre as suas origens, nem sobre a política para enfrentá-la.

O verdadeiro problema é que o mercado capitalista é intrinsecamente instável e a crise é a forma natural de vida deste sistema económico. Num quadro reformista haveria pelo menos que reconhecer que a resposta correcta de política é a regulamentação e a intervenção pública.

Publicado em New@This por Nuno Batista

Os custos económicos do desemprego em Portugal

October 27, 2008

Numa das muitas pesquisas que faço na internet para alimentar este blog, deparei-me com o estudo abaixo.

Trata-se de um trabalho elaborado por Eugénio Rosa, reportando a dados de 2004, mas que reflectem a realidade nacional dos dias de hoje, em Outubro de 2008.

Os custos económicos do desemprego em Portugal – Principais conclusões:

1- Em 2004, o País perdeu 14.050 milhões de euros de riqueza, ou seja, 10% do PIB desse ano e 1.040 milhões de euros de receitas fiscais só a nível do IVA devido ao desemprego. Esta riqueza não produzida contribuiu para a quebra do crescimento económico e as receitas fiscais perdidas contribuíram para o desequilíbrio das contas públicas.

2- Em 2004, os desempregados, por não terem podido trabalhar, não receberam 5.620 milhões de euros de salários, o que contribuiu para a retracção do mercado interno criando dificuldades ao escoamento da produção de milhares de empresas, o que arrastou muitas delas para a falência gerando mais desemprego.

3- Em 2004, o desemprego determinou elevados custos para a Segurança Social. E isto porque, por um lado, a Segurança Social perdeu receitas avaliadas em 1.953 milhões de euros e, por outro lado, teve de pagar subsídios de desemprego no valor de 1.662 milhões de euros.

4- Se a análise incidir no período compreendido entre 2001 e 2004, o desemprego teve as seguintes consequências económicas:
(a) Fez perder ao País riqueza avaliada em cerca de 44.159 milhões de euros ( 88.318 milhões de contos), ou seja, o equivalente a 31,9% do PIB de 2004, o que determinou a quebra do crescimento económico;
(b) Receitas fiscais perdidas só a nível do IVA ( e estas são apenas uma parcela daquilo que o Estado perdeu) avaliadas em 3.268 milhões de euros (653,6 milhões de contos) o que contribuiu para o desequilíbrio das finanças públicas;
(c) Os desempregados deixaram de receber salários avaliados em cerca de 17.663 milhões de euros (3.532 milhões de contos), o que determinou não só o agravamento das condições de vida de milhares de famílias mas também impediu o escoamento da produção de milhares de empresas, gerando falências e mais desemprego;
(d) Causou elevados custos à Segurança Social porque, por um lado, fez perder receitas avaliadas em 6.137 milhões de euros (1.227 milhões de contos) e, por outro lado, teve de suportar despesas com o pagamento de subsídios de desemprego calculadas em 4.988 milhões de euros (1.000 milhões de contos).

5- Os 150.000 empregos prometidos pelo PS, mesmo se fossem reais, não seriam suficientes para reduzir o desemprego em Portugal. Em primeiro lugar, porque o PS já esclareceu que se for governo tenciona reduzir o emprego público em 50.000 postos permitindo a entrada na função pública de apenas um trabalhador por cada dois que se reformarem. Em segundo lugar, porque no período compreendido entre o 3ºTrimestre de 2001 e o 3º Trimestre de 2004 foram destruídos em Portugal nas profissões “agricultores e trabalhadores qualificados da Agricultura e Pescas”, “operários e similares” e “trabalhadores qualificados” 197.900 postos de trabalho e é de prever que esta destruição maciça de postos de trabalho continue porque a única proposta apresentada pelo PS é o chamado “choque tecnológico” em que o emprego que eventualmente criará não absorverá os trabalhadores cujos postos de trabalho sejam destruídos, até porque os níveis de escolaridade e de qualificação exigidos são diferentes.

Publicado em New@This por Nuno Batista.

Bolsa derrapa mais de 3,5% com receios de recessão

October 8, 2008

A Bolsa em Lisboa fechou a sessão desta quarta-feira a perder, numa Europa onde as descidas chegaram a ultrapassar os 6%, apesar de vários bancos centrais de todo o mundo terem anunciado um corte nas respectivas taxas de juro de referência, numa acção concertada para tentar travar a crise financeira.
O próprio Banco Central Europeu (BCE) reduziu a taxa de referência para a Zona Euro em 50 pontos base, ou seja, dos 4,25% para os 3,75%, mas os investidores não reagiram de forma positiva a este anúncio, a reflectir o receio de que a redução das taxas possa não ser suficiente para evitar uma recessão económica
A nível doméstico, o PSI20 caiu 3,64 por cento para os 6.620,51 pontos, com apenas três acções a negociarem no verde. Foi o valor mais baixo dos últimos cinco anos. Na restante Europa, as perdas variaram entre os 4,92% e os 6,31%, depois de já terem negociado em mínimos de pelo menos três anos. A bolsa francesa e russa chegaram mesmo a ser suspensas durante a manhã.
Na Ásia, os mercados encerraram uma vez mais a cair, tendo as perdas chegado a ser superiores a 9%. O Nikkei japonês recuou 9,38% e o Hang Seng de Hong Kong 3,66%, o que já fazia prever que este fosse mais um dia negro para as bolsas mundiais.
Em Lisboa, a empurrar para baixo estiveram os pesos pesados da praça: o BCP caiu 3,35% para os 0,98 euros (valor mais baixo da sua história), a EDP cedeu 4,41% para os 2,27 euros e a Portugal Telecom derrapou 8,67% para os 5,90 euros.
A liderar as perdas ficou a Sonaecom que tombou 9,93% para os 1,35 euros, mas a Zon Multimédia e a Galp também saíram penalizadas já que recuaram 7,54% e 6,46%, respectivamente.
Nos Estados Unidos, os mercados seguem a negociar em terreno negativo.

Fonte: Portugal Diário. Publicado em New@This por Nuno Batista.